Baladeiro de Plantão

A balada é sem dúvida uma etapa importante para a vida do jovem. É nela que ele descarrega o cansaço e deixa de lado os desgostos, problemas e aborrecimentos do dia. É uma fuga da realidade cotidiana, em que é possível aproveitar o melhor ângulo da juventude.

Como o mundo está em constante transformação, os jovens estão ganhando responsabilidades cada vez mais cedo, passando a viver como pseudo-adultos e tendo em sua rotina diária uma carga excessiva de cobrança e estresse. Descontrair é essencial para que se sintam jovens de fato. Afinal, o que seria deles sem os beijos noturnos, sem os abraços quentes, sem o clima de azaração e o som alto nas pistas de dança, carnavais fora de época e shows?

Estar na balada é bem mais do que sair para se divertir. É curtir os amigos, conhecer pessoas, esbarrar no amor, ser livre por um instante fazendo algo que goste, deixar a música levar o corpo para um estágio de êxtase. Mas sem nunca abrir mão da alegria e da responsabilidade.

Um bom baladeiro tem direitos e deveres, e deve exigir e cumprir todos eles. Deve ser responsável o bastante para curtir a noite com respeito a si mesmo e aos outros, evitando o consumo excessivo de álcool e fugindo das drogas. É claro que ninguém vai para a balada só para dançar, como não vai só para beijar, mas que também não seja só para beber e fumar a noite inteira.

O estudante Michell Maciel, de 26 anos, é um bom exemplo de jovem que curte uma boa balada. Porém como Natal não tem muitas opções de segunda a quarta, a agenda dele costuma ficar movimentada de quinta a domingo. "Geralmente as farras começam na quinta-feira, a prévia geralmente e em um barzinho onde tem gente bonita, clima de paquera, bebida gelada e bons petiscos como Dom Café, Budega, Sargent Pepper´s, Bohemia ou Saidera. Depois de uma certa hora, geralmente por volta de 00h30, sigo com os amigos para o Seven ou Maranelo. Já na sexta procuramos opções diferentes como shows de forró nos melhores points de Natal como a Ollho D´água, Forró da Lua ou do Facho. Porém se tiver algum show bom em outro local, mudo meu itinerário. No sábado a programação começa mais cedo. À tarde costumo ir ao Shock Bar e à noite procuro opções diferentes em Natal ou nos interiores mais próximos como vaquejadas ou shows de bandas como Chiclete com Banana, Asa de Águia e Aviões do Forró, festas que concentram um grande público e onde posso encontrar amigos, gente bonita e dançar. Quando tem uma festa mais distante que vale a pena participar como Fortal, Micarande, Rave, Trivela, ou um show imperdível normalmente viajo na sexta-feira e só volto no domingo. Já em Natal, geralmente as opções no domingo são poucas. Acabo sempre indo para o Cepe ou A Casa", explica Michell.

Ele concorda que baladeiro que se preze tem que ter responsabilidade e que diversão não combina com excessos. "A festa só é boa se a sua diversão não incomoda os outros. É muito chato quando alguém exagera na bebida e acaba incomodando as pessoas a sua volta", conclui.



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